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eBook? e-reader?

http://ospassarinhos.wordpress.com/

Nesse vasto oceano de informações e de espaços de leitura multimidiáticos, um simples clique parece ditar que tudo está ao nosso alcance. Não é a toa que a nomenclatura Portal  seja definida como centro agregador e distribuidor de conteúdo, conforme o Wikipédia.  A porta de tão larga vira um labirinto aos moldes de uma babel de informações.  No tocante ao mundo do livros,  essa cultura tecnológica galopante descortina um território de descobertas, riscos e incertezas.

A névoa dos novos tempos dificulta a assimilação de conceitos e terminologias. A efemeridade do conhecimento nos obriga a aprender as novidades ao mesmo tempo em que nos esforçamos em incorporá-las aos nossos hábitos de uso.  Sendo assim, a ausência de ordenamento das idéias com o fim de sintentizá-las em um todo compreensível gera deformações no entendimento de determinados conceitos.

Como e-reader e eBook, por exemplo.

e-reader é o suporte para leitura do livro digital.

eBook é o conteúdo do livro digital.

Ao contrário do que se diz por aí, livro não é formato, é conteúdo.

Aproveitando o ensejo, fazer eBook não é convertê-lo em pdf.

Muita calma nessa hora.

De onde vem os livro?

Um vídeo breve e elucidativo sobre a história do livro e sua produção.

Kid Leitura

È hora de ler! (Tradução) _ Crédito:Star427

 

Em minhas pesquisas googlenescas, descobri uma excelente iniciativa de mediação de leitura. O Kid Leitura.

“Kid Leitura é um contador interativo de histórias infantis online e funciona como um brinquedo educativo para as crianças em início de alfabetização, muito útil em escolas de educação infantil e em casa na companhia dos pais”.

O projeto traduz os efeitos positivos de uma boa leitura: aquela vista não como a aquisição de meras habilidades mecânicas para a decodificação de palavras, mas sobretudo como um exercício de autoria e expressão. Tal exercício não prescinde da leitura de mundo posto ser um ato de engajamento. Um continuum de vida que se aprende pelo contágio, prática e entusiasmo.

A função do editor

Crédito:GDrocks2431

 

Essa semana deparei com o artigo “Na Mira do editor” publicado na Revista da Cultura.  Calha ser, portanto, a matéria-prima do post inaugural do Caderno do Livro.

O artigo apresentado na Revista  da Cultura  nos fornece uma nuance do que vem a ser o papel do editor e, mediante as suas atribuições, o volume de demandas com as quais lida diariamente.

As editoras são “a antena” do mercado do  livro. Em tempos de grandes mudanças e com o advento de novas tecnologias para a leitura, é preciso acompanhar as exigências do mercado folha a folha, bit por bit.  Pense nas minúcias pertinentes ao ofício de transformar o texto em diferentes produtos editoriais enquanto se acumulam indagações sobre o cenário confuso em que se desenrola o presente da literatura digital. Porém, até que o mercado se resolva, o panorama traçado será a agenda do dia.

Mediador entre o público e a obra literária, entre o leitor e o texto, o editor dá forma ao corpo da obra a fim de torná-la acessível ao público e adaptada as exigências do mercado. Isso não é pouco não, quando se leva conta a tecnologia do livro, sua especificidade, o seu destino tendo em vista que as preferências dos leitores interferem no caminho de publicação da obra. Somada a isso está a necessidade de implacar um grande sucesso de vendas, conforme assinala a diretora editorial da Record, Luciana Villas-Boas, no artigo supracitado.

O volume de trabalho é imenso. Da parte de quem não participa da produção, pouco se faz ideia das inúmeras mediações pelas quais o livro passa antes de chegar às mãos do leitor. Isso porque a mediação das bibliotecas e livreiros não entraram no escopo do artigo!

Culturalmente tendemos a valorizar o produto em detrimento do processo, o corpóreo ao invés do intangível, e talvez por isso pouco crédito é dado às editoras. Pouco se conhece delas, inclusive seu histórico. Mas, não se pode ignorar o fato de que, no passado, a produção do livro feita pelo clero se limitou a alcançar uma diminuta elite. Ao passo que, fora do âmbito clerical, com o ingresso de editores “leigos”, abriu-se espaço tanto para as inovações técnicas quanto sociais, em termos de publicação e distribuição.

Falemos disso depois, pois em respeito ao leitor (afinal, a leitura diante da tela do computador é, por vezes, cansativa) e ao limite de linhas (medidas pelo bom senso) que um post requer, paro por aqui.

Continua…

Ah, para quem quiser se aventurar a escrever um livro, o artigo contém dicas valiosas.